paulo bruscky

Artista voltado, desde os anos 70, para as ações da vanguarda e do experimentalismo.

Tem   realizado  projetos  de  performance,  instalação, intervenção,  vídeo  e  linguagens  multimídia. 

Em  1981  recebe  a Bolsa Guggenheim de Artes Visuais, residindo por um ano em Nova Iorque. Suas experiências com arte-correio, áudio-arte, vídeoarte, artdoor e xerografia/faxarte, são apontadas como pioneiras dentro das discussões acerca da utilização de novos meios na arte brasileira.

Possui importante acervo documental acerca das vanguardas artísticas do pós-guerra, incluindo trabalhos originais do Grupo Fluxus e Gutai (Japão), tendo mantido correspondência regular com alguns de seus membros.

É reconhecido como um dos mais importantes renovadores da cena artística contemporânea do Recife. No período de 1979 a 1982 realizou 30 filmes de artista/videoarte. Em 1980, inventou os "xerofilmes", que são filmes feitos a partir de imagens xerográficas, abrindo um novo campo para o desenho animado e o cinema experimental.

A partir de 1983 iniciou suas vídeo-instalações e já participou de 60 mostras realizadas no Brasil, Itália, Canadá, USA, Venezuela, Dinamarca, Suécia, Finlândia, Portugal e Espanha. "Paulo Bruscky, no Recife, inclui pela primeira vez o vídeo em seu aspecto multimídia em 1979-1980". (Walter Zanini)

In: "A Arte no Século XXI: A Humanização das Tecnologias", Diana Domingues / organizadora - São Paulo: Fundação Editora da UNESP, 1997.

No Brasil, toda a primeira geração de criadores de vídeo era constituída de nomes em geral já consagrados no universo das artes plásticas ou em processo de consagração, como foram os casos de Antonio Dias, Anna Bella Geiger, José Roberto Aguilar, Ivens Machado, Letícia Parente, Sonia Andrade, Regina Silveira, Julio Plaza, Paulo Herkenhoff, Regina Vater, Fernando Cocchiarale, Mary Dritschel, Paulo Bruscky e tantos outros." (Arlindo Machado)

 

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