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47º Salão de Artes Plásticas de PE l Mostra MAMAM

De 7 de dezembro a 5 de fevereiro de 2012

47º Salão de Artes Plásticas de Pernambuco | Mostra Mamam

Mamam recebe segunda expo do 47º Salão de Artes Plásticas de Pernambuco

O 47° Salão de Artes Plásticas de Pernambuco apresenta a leva final de trabalhos dos artistas selecionados pelo Programa de Bolsa de Pesquisa e dos premiados pelo evento. A exposição no Museu de Arte Moderna Aloisio Magalhães (Mamam) marca o segundo momento de apresentação do resultado final do salão. A primeira mostra foi inaugurada no dia 29 de novembro, no Museu do Estado de Pernambuco (Mepe), que recebe o público até o dia 22 de janeiro. O 47° Salão de Artes Plásticas de Pernambuco é uma realização do Governo do Estado, através da Secretaria de Cultura e da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe).
 
Cada uma das mostras conta com a curadoria dos críticos responsáveis pela orientação e pelo acompanhamento dos bolsistas selecionados durante o desenvolvimento da pesquisa. No Mamam, as obras contam com curadoria de Maria do Carmo Nino (PE) e Ricardo Basbaum (SP), que trazem ao público o resultado dos trabalhos dos artistas Dominique Berthé (PE); Fabio Okamoto (SP); Izidorio Cavalcanti (PE); João Castilho (MG); Jonathas de Andrade (PE); Jura Capela (PE); Bianca Bernardo (RJ); Deyson Gilbert (SP); Graziela Kunsch (SP); Marcos Costa (PE); e Tatiana Devos Gentile (RJ). Serão expostos ainda na mostra os trabalhos dos premiados na categoria grafite: Elanie Bomfim e Derlon Almeida (PE); Elvis Almeida Oliveira (RJ); Galo de Souza (PE); e Wagner Porto Cruz (PE).
 
No Mepe, a exposição é assinada por Luiz Camillo Osório (RJ) e Luisa Duarte (SP), que apresentam os trabalhos dos artistas Amanda Melo (PE/SP); Fabiano Gonper (SP); Jeims Duarte (PE); Pedro Davi (MG); Elisa Pessoa e Celina Portella (RJ); Maria Eduarda Belém (PE); Matheus Rocha Pitta (RJ); Sofia Borges (SP); e do coletivo Cia de Foto (SP).

FÁBIO OKAMOTO (SP)
Marcas, de Fábio Okamoto, questiona os limites da fotografia com a pintura, o desenho e a arquitetura, quando mapeia e indaga de forma perspicaz sobre as possíveis identidades de uma megalópole como São Paulo, Nova Iorque e San Sebastian através de sua atmosfera, suas texturas e acúmulos.

JOÂO CASTILHO (MG)
A obra Satura/Saturas, de João Castilho, questiona, interfere e enfatiza os limites da fotografia como meio que registra o real, e estabelece um diálogo complementar com a reconstituição desta realidade apreendida como pura imagem plástica, onde estabelece convergências entre traço, linha e cor.

DOMINIQUE BERTHÉ (PE)
Como em um dicionário amoroso, Olhos d água nascente do Abecedário Nordestino, Exercício de Estilo faz convergir poeticamente e com humor, palavras e imagens colhidas em viagem por cidades nordestinas, onde se ressaltam as características geográficas da paisagem natural, além do cotidiano simples das pessoas de cada região visitada pelo artista Dominique Berthé.

JURA CAPELA (PE)
Jura Capela fez um documentário sobre as artes plásticas no estado de Pernambuco. O filme Panorama das Artes Plásticas em Pernambuco é uma pesquisa sobre os diversos grupos de arte e de artistas da década de 1930 até os dias atuais. A narrativa refere-se, ainda, a várias situações econômicas e históricas da realidade brasileira nas últimas décadas. De uma forma direta os depoimentos refletem a situação da arte Contemporânea brasileira.

JONATHAS DE ANDRADE (PE)
Em Condução à Deriva, Jonathas de Andrade indaga a comentada vocação para a verdade da fotografia e seu papel documental ao problematizar questões da identidade latino-americana a partir da história ficcional de um personagem comum, anônimo e desconhecido, suspenso historicamente em um certo limbo de tempo e espaço.

IZIDORIO CAVALCANTI (PE)
Alhures: a Informalidade na Arte problematiza os limites entre o campo da arte e da vida cotidiana, do ponto de vista tanto da produção como da fruição, fazendo-os convergir de maneira singular através do uso de garimpagem e da apropriação de materiais simples, sem preconceitos, mostrados por Izidorio Cavalcanti.

BIANCA BERNARDO (RJ)
Como podemos mapear os agenciamentos que se formam nas fronteiras de um território, para fora e dentro dele mesmo? Durante quatro meses, a artista Bianca Bernardo residiu na ilha de Fernando de Noronha. Mais que tentar propor uma resposta ou solução, o interesse do seu trabalho Viver para Desaparecer é levantar algumas questões encontradas que dizem respeito ao modo como desenvolvemos nosso discurso histórico, em relação às determinações e aos usos de um território insular. Para Bianca, despertar a consciência sobre isso é ter a consciência de si, do lugar onde estamos e a compreensão que somos o ponto zero.

TATIANA DEVOS GENTILE (RJ)
Um interessante dispositivo de exibição de imagens, que combina os recursos do audiovisual digital (DVD) com o tradicional modelo da máquina fotográfica tipo lambe-lambe. O trabalho Mire e Veja da artista Tatiana Devos produz imagem diretamente e proporciona memória de corpos e movimentos, músicas e silêncios.

GRAZIELA KUNSCH (SP)
Graziela Kunsch traz para o espaço expositivo a prática de produção editorial enquanto processo: em que consiste a tarefa de publicar, como se constrói o percurso de agregar autores e o procedimento editorial. A Revista Urbânia 4 afirma esses gestos de forma aberta, sempre pública, em contato direto com o leitor, com aqueles imediatamente interessados.

MARCOS COSTA & CARLOS MASCARENHAS (PE)
Marcos Costa e Carlos Mascarenhas se movem entre os espaços do que se convenciona denominar cultura popular e erudita – colocando a sonoridade das ruas em contato direto com a arquitetura e formalidade do teatro, da ópera. Através do cinema, das convenções da canção popular ou do ambiente operístico, o projeto Ópera Crua serve para reforçar que os processos importantes e significativos da arte e da cultura se dão em fluxo, de maneira anticonvencional.

DEYSON GILBERT (SP)
Deyson Gilbert se inscreve entre os artistas que se interessam pela construção da dúvida dentro da própria ação de olhar: as imagens são sempre confrontadas com limites claros, submetidas a veementes procedimentos metodológicos em que o discurso se emancipa, aparentemente corroendo o que os olhos se apressaram em ver. Dos Conceitos e Objetos tem como principal área focal a vocação de produtor incansável que se atribui ao visitante, arrancado de qualquer inocência sensível, sensorial.

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